Mercado do trigo

Mercado do Trigo: preços, qualidade e tendências na semana de 01 a 07 de dezembro de 2025

Report Semanal do trigo TRIGO

(Relatório Radar do Trigo — Agromaxima)

Durante a semana de 01 a 07 de dezembro de 2025, o mercado global de trigo continuou pressionado pela combinação de superoferta, safras recordes e, sobretudo, pela baixa qualidade do trigo argentino, que reduziu a competitividade do país justamente no momento em que o Brasil mais precisa de trigo panificável.

Ainda assim, os preços internos no Brasil mantiveram-se relativamente firmes, enquanto Chicago permaneceu em zona estreita e o Mar Negro enfrentou novas altas de seguro e frete, encarecendo a logística.

Portanto, a seguir, você confere um panorama claro, direto e estratégico para orientar decisões comerciais, industriais e logísticas.


Resumo da semana

  • Brasil: preços estáveis entre R$ 1.030 e R$ 1.045/t no RS e R$ 1.185–1.195/t no PR.
  • Chicago: março/26 em US$ 5,36/bu, equivalente a ~US$ 197/t.
  • Argentina: safra recorde, porém com proteína muito baixa (9%–10%), o que desvaloriza o produto.
  • Trigo argentino “up-river” FOB: US$ 165–175/t, mas esse valor é para trigo de baixa proteína.
  • Trigo argentino apto para o Brasil (≥11,5% proteína): US$ 185–210/t.
  • Mar Negro: prêmios de seguro sobem até 250%, reduzindo competitividade logística da Rússia.
  • USDA/IGC/FAO: oferta global permanece confortável, limitando altas.

Preço da tonelada do trigo no Brasil

Indicador CEPEA/ESALQ — RS

Entre 01 e 05/12:

  • R$ 1.028–1.045/t, com leve valorização em reais.
  • Em dólares, o preço ficou entre US$ 191 e US$ 197/t.

Indicador CEPEA/ESALQ — PR

  • R$ 1.185–1.195/t.
  • Mantém prêmio de ~15% sobre o RS, por qualidade superior e maior demanda.

Conclusão: O trigo nacional está estável, mas sob forte concorrência do produto importado.


Preços internacionais — Chicago, Rússia e Argentina

Chicago (CME)

  • Março/26 (SRW): US$ 5,36/bu
  • Equivalência:
    5,36 × 36,74 ≈ US$ 197/t

Chicago segue sem força para romper resistências, devido ao excesso de oferta global.


Rússia

A Rússia segue como exportadora mais barata do mundo, porque:

  1. Removeu o piso de preço mínimo em maio.
  2. Zerou as taxas de exportação em meados de 2025.

Porém:

  • O seguro de guerra no Mar Negro subiu até 250%,
  • E a logística ficou mais arriscada e cara, diminuindo parte da vantagem.

➡ Para o Brasil, o trigo russo chega barato na origem, mas nem sempre competitivo no custo final do frete + seguro.


Argentina — o fator crítico da semana

A Argentina colhe sua maior safra da história, mas com um problema de qualidade grave:

🔻 Proteína média nas regiões de Rosario e Entre Ríos: 9% a 10%

Esse nível está bem abaixo do mínimo necessário para o Brasil:

  • Padrão aceito pelos moinhos: ≥ 11%
  • Preferencial: ≥ 11,5%
  • Premium: ≥ 12%

Como consequência:

O preço médio cai (FOB baixo)

O famoso valor “US$ 165–175/t FOB up-river” é para trigo de baixa proteína, inadequado para panificação no Brasil.

O preço do trigo de qualidade sobe

Lotes com proteína ≥11,5% tornam-se escassos, gerando:

  • prêmio de US$ 25–35/t sobre o FOB padrão
  • faixa real de exportação ao Brasil aproximadamente de US$ 210/t

Destino da produção argentina

  • Trigo fraco → ração, blends internos ou mercados menos exigentes
  • Trigo forte → Brasil e mercados premium

Conclusão chave:
Portanto, embora o mercado fale em “trigo argentino barato”, o Brasil NÃO compra este trigo de US$ 170/t. Mas sim, um trigo selecionado de proteína mínima de 11,5%, que custa bem mais.


Situação das lavouras: Brasil, Argentina, EUA e Rússia

Brasil

  • Colheita praticamente encerrada.
  • Dependência de importações permanece elevada.
  • Estoques confortáveis, mas preços pressionados em regiões próximas aos portos.

Argentina

  • Safra recorde de 24,5–25,5 milhões t.
  • Produtividade excepcional em Entre Ríos e Santa Fé.
  • Qualidade baixa, especialmente proteína.

EUA

  • Estoques maiores no WASDE de novembro.
  • Modelo climático favorável.
  • Preços internos estáveis → Chicago sem impulso.

Rússia

  • Produção elevada.
  • Exportações agressivas.
  • Riscos logísticos crescentes no Mar Negro.

Tendências de curto prazo para o trigo

No Brasil

Cenário de estabilidade com viés baixista, especialmente no RS e em regiões próximas ao porto.

Trigos de qualidade superior ainda encontram boa demanda.

Argentina

Os preços devem continuar:

  • baixos para trigo fraco,
  • altos para trigo forte,
    seguindo escassez dos lotes com ≥11,5% proteína.

Chicago

Provável continuidade da lateralização (US$ 5,20–5,50/bu).

Rússia

Seguirá como âncora de preços, desde que o frete/seguro não suba ainda mais.


O que isso significa para o setor

Produtor brasileiro

  • Difícil ver altas significativas no curto prazo.
  • Recomenda-se uso de hedge e diversificação.

Para o moinho

  • Momento ideal para negociar trigo de melhor qualidade da Argentina.
  • Atenção à proteína real do lote, não ao preço FOB divulgado.

Para a indústria e ração

  • Trigo continua competitivo como substituto parcial do milho, dependendo da praça.

Conclusão geral do Mercado do Trigo

A semana de 01 a 07/12/2025 reforça um diagnóstico claro:

O maior desafio da Argentina não é preço; é qualidade.
E o maior desafio do Brasil não é oferta; é selecionar lotes adequados à panificação.

No curto prazo, o mercado deve se manter estável. Entretanto, a diferença entre trigo barato e trigo útil será cada vez mais relevante nas negociações.

Assim, a Agromaxima monitora diariamente preços, proteína, logística e paridade de importação para orientar seus clientes com precisão.

Então, se você Quer saber qual é o melhor momento para comprar ou vender trigo nas próximas semanas?
A equipe da Agromaxima prepara cenários, paridade de importação e estratégias personalizadas.

Portanto, a Agromaxima permanece comprometida em fornecer informações precisas e atualizadas para auxiliar seus clientes nas melhores decisões de compra e venda de trigo.

Então, para manter-se informado Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do Agromaxima News e receba em primeira mão as principais notícias do mercado do Trigo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *