Período analisado: 8 a 14 de dezembro de 2025 (segunda a domingo)
Se você está se perguntando “quanto está a tonelada do trigo?” e “qual a tendência do preço do trigo?”, a semana de 8 a 14/12/2025 trouxe uma mensagem clara: o Brasil segue com oferta doméstica pesando em algumas praças, enquanto o trigo argentino FOB (Up River) continua sendo o principal termômetro do importado. Ao mesmo tempo, no cenário global, Rússia e bolsas (CBOT/CME) mantiveram o mercado atento, ainda que sem uma mudança estrutural de rumo.
Preço do trigo no Brasil: CEPEA mostra Paraná acima do RS na semana
No mercado interno, os indicadores do CEPEA reforçaram a diferença entre praças, algo que, aliás, ajuda a explicar a lentidão nas negociações (moinhos abastecidos, vendedores seletivos e disputa por qualidade).
Fechamento de referência dentro da semana (12/12/2025):
- Paraná (CEPEA/ESALQ): R$ 1.185,08/t
- Rio Grande do Sul (CEPEA/ESALQ): R$ 1.023,45/t
Além disso, uma leitura de mercado do próprio CEPEA destacou que, no início de dezembro, houve pressão no Paraná associada à maior disponibilidade doméstica, enquanto outras regiões mostraram comportamento mais firme. Cepea Esalq/USP
O que isso significa na prática?
- Produtor: tende a segurar venda se percebe pouca remuneração, principalmente para lotes com qualidade.
- Moinho: compara o custo do trigo nacional com o importado, e, quando a conta fecha, desloca demanda.
- Mercado: fica “travado” e negocia mais no ajuste fino (frete, padrão, prazos).
Trigo argentino FOB (Up River): confirmado perto de US$ 210/t e até abaixo disso
A Bolsa de Comércio de Rosario (BCR) registrou, para dezembro/2025 no Up River, níveis de exportação na casa de US$ 210/t.
Segundo a BCR:
- FOB dez/2025 (Up River) ~ US$ 195/t (10,5% proteína)
- FOB dez/2025 (Up River) ~ US$ 205/t (11,5% proteína)
- E houve ofertas observadas ~ US$ 210/t para 12,5% proteína bcr.com.ar
Ou seja, quando o mercado fala “na casa de US$ 210”, muitas vezes está falando de milling wheat com prêmio de proteína, não do trigo base 10,5%.
Por que isso é tão importante para o Brasil?
Porque o importado argentino é, na prática, o “piso de comparação” para muitos compradores. Assim, quando o FOB Argentina cai/encaixa, o mercado interno brasileiro tende a:
- sentir pressão em regiões mais expostas a portos; e, ao mesmo tempo,
- reprecificar prêmios (qualidade e logística) no trigo doméstico.
Bolsas e mercado global: CBOT mais “trancado” por oferta mundial, mas ainda volátil
No lado financeiro, o trigo continua reagindo a fatores como dólar, fluxo de fundos e competição entre origens.
No relatório semanal do U.S. Wheat Associates (data-base 12/12/2025), o movimento da semana foi descrito como “misto”, e trouxe um número objetivo para referência de tela:
- Março/2026 CBOT SRW: US$ 5,29/bushel (queda de 7 cents na semana) U.S. Wheat Associates
Para facilitar a comparação com tonelada, vale a regra de bolso:
- 1 tonelada de trigo ≈ 36,74 bushels
Então, US$ 5,29/bu ≈ ~US$ 194/t (antes de basis, frete e qualidade).
Isso ajuda a entender o seguinte: quando a Argentina exporta FOB próximo de US$ 195–210/t, ela fica muito competitiva frente ao “equivalente Chicago”, principalmente dependendo do prêmio/discount de proteína e da logística.
Rússia (FOB Mar Negro): referência global segue firme em ~US$ 228–230/t
A Rússia permanece como uma das principais âncoras do mercado internacional. E, mesmo com oscilação semanal, a indicação recente de consultorias/relatos de mercado coloca o trigo russo 12,5% proteína FOB em um patamar acima da Argentina.
- Rússia 12,5% proteína FOB: ~US$ 228–230/t (monitoramento SovEcon) The Sizov Report blog+2brecorder.com+2
Em outras palavras: Argentina mais barata, Rússia mais cara, e isso abre espaço para a Argentina ganhar competitividade em alguns destinos, o que também respinga no Brasil via formação do importado.
Safra e oferta: o que o Brasil carrega no pano de fundo
Portanto, do lado doméstico, um sinal importante é o acompanhamento oficial de área/produtividade/produção.
No Boletim da Conab (dezembro/2025, 3º levantamento 2025/26), há uma tabela histórica de trigo e uma indicação para 2025 (estimativa em novembro/25) dentro do documento. Serviços e Informações do Brasil
No entanto, esse tipo de dado não “move” o preço sozinho em uma semana. Porém, ele ajuda a construir a narrativa que o mercado usa para decidir se:
- haverá sobra (pressão de venda), ou
- haverá necessidade de importação mais agressiva (sustentação de preços).
Leitura da semana e tendências: o que acompanhar agora
O que ficou claro entre 8 e 14/12/2025:
- Brasil: mercado mais lateral, com diferenças regionais e comprador seletivo (qualidade manda). Cepea Esalq/USP+1
- Argentina: FOB Up River entre ~US$ 195 e US$ 210/t (dependendo de proteína), reforçando competitividade no importado. bcr.com.ar
- CBOT: referência de tela continua importante para paridade, com SRW março/26 em US$ 5,29/bu. U.S. Wheat Associates
- Rússia: segue como régua global com FOB 12,5% ~US$ 228–230/t. The Sizov Report blog+1
O que pode mexer mais nas próximas semanas?
- Câmbio (paridade de importação muda rápido)
- Ritmo de compras dos moinhos (posição de estoque)
- Prêmios de proteína na Argentina (diferença entre 10,5% e 11,5% é real) bcr.com.ar
- Logística e basis (que podem “descolar” do futuro mesmo com Chicago estável) U.S. Wheat Associates
Perguntas frequentes
Quanto está a tonelada do trigo no Brasil?
Na semana analisada, o CEPEA indicou R$ 1.185,08/t no Paraná e R$ 1.023,45/t no Rio Grande do Sul (referência de 12/12/2025). Notícias Agrícolas+1
Quanto está o trigo argentino FOB?
Para dezembro/2025 no Up River, a BCR indicou ~US$ 195/t (10,5%), ~US$ 205/t (11,5%) e ofertas vistas em ~US$ 210/t (12,5%). bcr.com.ar
A tendência do trigo é de alta ou baixa?
No curto prazo, o mercado está mais lateral, com pressão de competitividade do importado argentino e referência global ainda bem abastecida. O sinal mais importante é a paridade (Argentina vs Brasil) e o câmbio.
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